não pense você que as revistas inovam com dicas de “como enlouquecer seu homem”, “como segurar seu homem”, como zzzzz

O Retronaut, baú de reportagens antigas, pincelou páginas de uma revista de 1938 com dicas para uma mulher solteira. Verdadeiras pérolas:

difícil agradar os caras, né?

mais dicas aqui.

selvage – Curumin

 

imagem kibada do FFFound

 

“Deixe de lado esse baixo astral
Erga a cabeça enfrente o mal
Que agindo assim será vital para o seu coração
É que em cada experiência se aprende uma lição

Tem que lutar
Não se abater

Não estou dando nem vendendo
Como o ditado diz
O meu conselho é pra te ver feliz”

(Conselho – Almir Guineto)

festa que aconteceu em “June 12, 1971 at Klein’s”.

John Lennon e Miles Davis convidados.

Um fusca, Yoko, Betty, tabela de basquete (vinte e um) aos 5’13″.

Tem um tal de Warhol dando pinta no vídeo também.

Super 8 tosca e linda.

 

(we all shine all.)

Mais vídeos bacanas para a 2afeira:

- The Doors, ao vivo em 1970

- Red Hot tocando Donna Summer

Elisa Nazarian é escritora, tradutora e preparadora de texto. É mãe do também escritor, Santiago Nazarian.

é autora de Bilhete Seco, livro que saiu pelo Ateliê Editorial, livro que acabei de ler e que traz o cotidiano em contos que falam de solitude e solidão, de presenças e ausências, de perdas e memórias.

“Bilhete Seco” traz uma tristeza bonita.

agora quero falar de  Elisa. De reencontrar Elisa. Ela foi a melhor amiga da minha mãe. E nesses quase 25 anos de ausência da D.Cecilia, Elisa sempre foi uma figura que evocava na memória o colo que sempre me faltou.

Reencontrá-la na sua casa, espaço de muitos dos escritos de Bilhete Seco, foi incrível. Experimentar uma intimidade imediata que não se perdeu com o passar do tempo, mesmo que ele não tenha passado conosco juntas.

E ainda sair com mais uns dois livros na bolsa…

Trânsito parado, 30 min para começar o programa da radio. Parada durante 20 minutos no mesmo ponto, a rua atrás do ECPinheiros.
Nem a pau conseguiria chegar a tempo do início do programa. Encostei o carro e segui andando, atravessei pelo parque do povo, fui atacada por um pássaro cujo ninho devo ter jresvalado, corri segurando sapato na mão, JK-Funchal-Cardoso e cheguei as 16:58.
Que rolê sensacional

(post perdido nos rascunhos)

” – você vai na Virada?

- Ah, eu não consigo, acho que é corroborar com essa prefeitura e esse governo que são toscos, que largaram a cidade. É comprar o discurso deles de que tudo está bem quando na verdade não está. Fora que eles exploram ao máximo quem trabalha, ouvi dizer inclusive que segurança e limpeza tem que trabalhar um turno de 24hs direto…. “

e foi com essa conversa com uma amiga na última 5afeira que comecei a pensar em não virar esse ano.

Gosto de festa na rua mas esse ano estava especialmente preguiçosa. Acabou que a virada começou na varanda de casa.

A amiga foi visionária e acertou sobre a prefeitura apresentar uma situação que não sustenta. Fazer festa sem organizá-la direito dá pau seja no salão do prédio ou no centro da cidade. O problema não é xixi na rua ou gente bêbada, porque festa de rua aqui, em Paris ou em qualquer lugar acontece a mesma coisa. O problema é não dar estrutura para quem trabalha ou quem curte o evento.

Acordei no domingo e mesmo com a estória da galinha depenada  - e eu que só queria saber da sopa de cebola do Jacquin, fiquei sem notícias – juntei-me a uma turma para tentar nas barraquinhas de chefs no Minhocão e quem sabe assistir alguma coisa. A parte gastronômica foi, em todos os horários, a melhor idéia mal realizada do evento.

Primeiro porque o acesso ao local dificulta o abastecimento das barracas. Depois porque o espaço é pequeno o que promove a concentração, os esbarrões, as filas e o tamanho reduzido das barracas. E terceiro, depois do Mercado, ficou claro que além de comida de rua ser um amor do paulistano, eventos com boa comida e preços camaradas atraem muito público.

Tenho que isso reflete também a falta de paciência e verba pra custear almoço de muitos reais todo dia, ninguém mais aguenta pagar caro sempre que quer comer. Mas voltemos a festa…

Lotação, filas e sushi no sol fizeram a gente fugir e cair pro Sujinho da Rio Branco. O caminho era composto por bons ecos de shows que aconteciam no horário. A deprê pela cidade largada e pela Rua dos Gusmões e Guaianeses e seus mortos vivos continua, mas acho interessante sempre essa convivência.

Depois de uma farta refeição no Sujinho da Rio Branco, que agora aceita cartões (!!!), seguimos em direção a Julio Prestes. Na 6afeira já sabia que nem Toots & Maytals nem Abyssinians se apresentariam e que chamaram o Rockers Control + Dubversão para tocar no lugar.

Foi delícia. No caminho o sol esquentava e prometia um belo fim de tarde. Chegar na Julio Prestes e sentir o clima “in a dubwise style” fizeram-me pensar na sorte da prefeitura em governar essa cidade. O sorriso das pessoas, crianças correndo, gente dançando, pastel e caldo de cana, a pelada acontecendo na área que se formou da ex-cracolândia demolida faziam acreditar numa cidade possível.

Brother Culture, MC inglês e parte da família RC , teve sua passagem emitida na 5afeira, voou sábado depois de se apresentar em Londres na 6afeira, chegou domingo de manhã, foi pra rua se juntar ao Dubversão e a tarde on stage de novo pro Rockers. Saúde e disposição musical a gente vê por aqui.

Ficamos ali até Gil encerrar a festa. Show delicioso com seus clássicos (Realce, Palco, Andar com Fé), ele de crooner de Bob Marley (No Woman no Cry e Is This Love) e forrós de Jackson do Pandeiro e outros para dançar juntinho. Ele showman que aos 70 rebola e comanda todos no palco. Do bolso ele saca “Nos Barracos da Cidade” (Dia Dorim Noite Neon, 1985) em meio a todas as reviravoltas da virada, e “Punk da Periferia”(Extra, 1983) em que as letras escorriam pelos ouvidos contaminados pelo rolê zumbis da cracolândia.

 

Saída de metrô a direita para voltar para casa e a lembrança das palavras de Sérgio Vaz, que esteve na virada com sua Cooperifa. “São Paulo é uma mulher feia, e como toda feia trepa bem pra caralho”. As vezes acho que essa prefeitura se aproveita disso.

“Explicando porque deixou de jogar e ver o futuro, Exu diz:

- Quando antecipamos uma desgraça, o indivíduo começa a sofrer por antecipação, se lhe damos uma notícia boa, lhe tiramos o prazer da surpresa. “

(Iansã de Balé)

 

outra nova do Nas, The Don

Trabalho deTatiana Plakhova

Mixtape delícia aqui . Ouvi boatos que é dos caras do Avalanches mas nada comprovado. Bom pacas de qualquer jeito.

 

“O outro está doendo em mim.

Compaixão. O sujeito experimenta um sentimento de compaixão violenta com relação ao objeto amado a cada vez que o vê, o sente ou o sabe infeliz e ameaçado, por tal ou qual razão, exterior a relação amorosa ela mesma”
Roland Barthes, Fragmentos de um Discurso Amoroso

 

rap fofura do dia

nova do NAS, terceiro single do disco que está por vir “Life is Good”

@nilda

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