You are currently browsing the monthly archive for June 2011.
Nobody said it was easy No one ever said it would be this hard Oh take me back to the start
para estar ouvindo Coldplay é que não tá mole não…
Matchcarden, quem vai querer?
Depois de perder duas câmeras num intervalo de 4 meses (a primeira morreu afogada em suco de melancia no Rio de Janeiro, a segunda esmagada pela retranca de um veleiro em março) achei que era melhor ficar um tempo sem câmera.
Mentira, quem achou foi minha conta bancária, mas enfim, sigo sem uma câmera digna (alô papai noel) e tenho que me contentar com o telefone. O que me fez descobrir o mundo dos aplicativos e o porquê do sucesso deles: a câmera é tão deprê que só com muito efeito você consegue achar que está registrando algo de uma maneira minimamente decente.
Mas como é o que tenho no momento, tenho me divertido tentando fazer um relatório em imagens dessa viagem à Cannes (e dá-lhe aplicativo)
As últimas vezes que fui ao Ibira, como carinhosamente é chamado o Ibirapuera entre quem mora em SP e passeia por lá, era noite.
até hoje me pergunto quem era esse maluco correndo num domingo chuvoso a noite…mas era eu também maluca, andando sozinha pelo parque aquela hora
uma linda e diferente perspectiva desse espaço da cidade. Fazia silêncio, ao contrário da costumeira algazarra do dia. Havia uma projeção marcada no Planetário onde Joakim, dj e produtor francês, apresentaria sua performance Planetarium com projeções do local…tinha de rolar escuro absoluto, então a única imagem é da sala na hora que abriu. Mas foi incrível, a apresentação, o rolê e andar no parque naquele horário.
Quase dois meses depois foi a vez de um festival de Jazz ser generoso o suficiente para trazer diversas atrações numa apresentação paga na 6afeira e gratuita no domingo a noite
Sharon Jones and The Dap-Kings salvaram meu domingo e encantaram o de muita gente. Foi uma apresentação deliciosa, mas além disso, a parte de trás do auditório Ibirapuera que se abre ao parque e permite espalhar a música a quem passa por lá é uma das melhores obras do Niemeyer. Pelo menos para mim.
A turma chegou cedo, fez piquenique e depois ficou lá, curtindo o show. Aí, fechando a incrível e dançante apresentação, tem um filme.
Aquele espaço nasceu para isso.
Para ser tela e palco de shows e projetos noturnos para quem vive nessa cidade e é tão carente de oportunidades como essa, de confraternizar com ela: Tinha lua, tinha todo tipo de gente ali, curtindo. É para querer cada vez mais esse tipo de evento no parque. Aguardo um calendário fixo de shows, filmes e outras estórias noturnas por ali.
*ps: e logo na seqüência voltei ao Ibira para a SPFW, mas aí fica para outro post…
Jonathan Safran Foer escreveu “Extremamente Alto, Incrivelmente Perto” e levou meu coração. Daqueles livros que você termina e compra 4 exemplares para distribuir para os amigos. Sou fã da maneira como ele escreve, diagrama, pensa e apresenta suas histórias.
Quando ganhei “Comer Animais”, primeiro livro não-ficção dele, fiquei com receio do que poderia vir. Seria um libelo pró-vegetarianismo como a única maneira de salvar o mundo? Seria chato se um dos meus autores contemporâneos favoritos caisse por terra com um livro assim. Não foi o caso. No meio do livro o medo era terminá-lo e virar vegana radical, filiada ao PETA.
Não virei vegana mas “Comer Animais” é uma daquelas peças que traz informações cotidianas impossíveis de ser ignoradas. Transforma a maneira como se vê a vida, e principalmente como você vê a comida. Faz você lembrar que o Peru é um bicho e não uma bandeja na padaria, que o Frango tem bico e penas e não vem destrinchado congelado, o porco…melhor nem entrar no porco ainda.
“Comer Animais” é uma grande pesquisa sobre a criação industrial de animais nos EUA: o surgimento, a maneira como operam hoje, como tratam os animais e como estão encaixadas na falsa engrenagem da comida barata para se manterem em funcionamento em condições tão perversas. O livro foge do discurso fácil de “pobres animais, horrendos humanos” mas as descrições sobre as condições de vida e morte de muitos bichos faz com que o leitor, por mais de uma vez, deixe o livro de lado um pouco. Alguns dados são alarmantes, como a porcentagem de perus estéreis nos EUA, que chega a 99%. Outros surpreendem mas são lógicos: trabalhadores das linhas de produção de abate de animais são naturalmente mais agressivos e “insensíveis” devido ao alto tempo exposto ao cheiro de sangue e a mecanização do processo.
“Comer Animais” propõe filosofar sobre um tema prosaico, natural (somos onívoros, certo?) e cotidiano de uma maneira única. E isso muda tudo. Não dá para se alimentar da mesma maneira antes e depois de lê-lo. Ou, como diz a avó do autor: ” Se nada importa, não há nada a salvar.”
o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano esteve na Espanha durante os acampamentos da Praça do Sol (Madrid) e na Praça Catalunya (Barcelona). Nesse vídeo (legendado em português) ele fala um pouco do que acontece ali e em todos nós
dica da Lorena Calábria
Ao encontrar um prédio abandonado, ocupado apenas por rabiscos e restos e não pessoas, Luisa Alvarez resolveu ocupá-lo com luz.
“Tomamos prestada por unas horas, una casa abandonada para habitarla con iluminación.
Para darle vida elegimos la luz, el color y cientos de siluetas de personas que surgen de varios rollos de negativos reciclados.” (depoimento retirado do blog dela, o Elogio de La Sombra)
Juntou-se então com seu grupo e propôs que a ocupação acontecesse por apenas uma noite. Recriaram quartos, cortinas e mobília com cores e silhuetas. O vídeo – muito bem editado, com trilha caprichada – mostra isso e mais:
(…)O simples fato é que a tentativa de ser perfeitamente curtível é incompatível com os relacionamentos amorosos. Mais cedo ou mais tarde, por exemplo, você se verá numa briga horrível, aos berros, e ouvirá saindo de sua boca palavras que você mesmo não curte nem um pouco, coisas que estilhaçam sua autoimagem de pessoa justa, gentil, bacana, atraente, controlada, divertida e curtível. Alguma coisa mais real do que a curtibilidade surgiu de você e de repente você se vê levando uma vida real.(…)
Trecho do texto do escritor e ensaísta Jonathan Franzen publicado no Link ontem. Tem que ler.
Uma semana no RJ é uma delícia
voltando a pé da OiFM em Ipanema para o hotel no Leme encontrei essa dupla que aguardava ansiosamente seu dono.
No caminho para o Fashion RJ o motorista do táxi abriu o teto solar e me levou para ver o visual na Urca
Almoçar com as amigas torna qualquer cidade mais interessante
A luz no fim do túnel
sofremos bullying de pombas
Cervantes - Rua Barata Ribeiro, 7 – aberto até a madrugada. No RJ comemoro quando descubro restaurante fica aberto até as onze.
Andando pelo Leme, onde fiquei hospedada, encontrei esse prédio sem grades em frente. Generosidade.
Contemporâneo e Histórico, CCBB RJ

























