As últimas vezes que fui ao Ibira, como carinhosamente é chamado o Ibirapuera entre quem mora em SP e passeia por lá, era noite.
até hoje me pergunto quem era esse maluco correndo num domingo chuvoso a noite…mas era eu também maluca, andando sozinha pelo parque aquela hora
uma linda e diferente perspectiva desse espaço da cidade. Fazia silêncio, ao contrário da costumeira algazarra do dia. Havia uma projeção marcada no Planetário onde Joakim, dj e produtor francês, apresentaria sua performance Planetarium com projeções do local…tinha de rolar escuro absoluto, então a única imagem é da sala na hora que abriu. Mas foi incrível, a apresentação, o rolê e andar no parque naquele horário.
Quase dois meses depois foi a vez de um festival de Jazz ser generoso o suficiente para trazer diversas atrações numa apresentação paga na 6afeira e gratuita no domingo a noite
Sharon Jones and The Dap-Kings salvaram meu domingo e encantaram o de muita gente. Foi uma apresentação deliciosa, mas além disso, a parte de trás do auditório Ibirapuera que se abre ao parque e permite espalhar a música a quem passa por lá é uma das melhores obras do Niemeyer. Pelo menos para mim.
A turma chegou cedo, fez piquenique e depois ficou lá, curtindo o show. Aí, fechando a incrível e dançante apresentação, tem um filme.
Aquele espaço nasceu para isso.
Para ser tela e palco de shows e projetos noturnos para quem vive nessa cidade e é tão carente de oportunidades como essa, de confraternizar com ela: Tinha lua, tinha todo tipo de gente ali, curtindo. É para querer cada vez mais esse tipo de evento no parque. Aguardo um calendário fixo de shows, filmes e outras estórias noturnas por ali.
*ps: e logo na seqüência voltei ao Ibira para a SPFW, mas aí fica para outro post…








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