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Conheci Dj Nyack na gravação do novo programa de TV que estou fazendo – conto mais sobre o programa em breve –  e caímos num papo sobre música…assunto vai, assunto vem e ele conta que outra noite, numa festa que faz às 4afeiras no Sarajevo – a Discopédia –  encerrou seu set com um bom pagode tocado no vinil.

Começamos a conversar sobre pagode e o quanto essas músicas estão impregnadas no inconsciente, que muitas vezes a gente não faz idéia da música ou do autor, mas todo mundo sai cantando junto. Nas palavras dele “todo mundo tinha pelo menos cinco músicas que sabia cantar”. Esse foi um dos motivos para fazer seu primeiro mixtape de pagode, o PagoTape, que ele gravou em dezembro de 2010 (não consegui achar, posta ela de novo, Nyack!), e a inspiração foi justamente a nostalgia da adolescência. A memória afetiva que o ritmo traz – ele cresceu nos anos 90, época em que o pagode era onipresente nas rádios, tvs e em qualquer mídia nacional – é grande: “ao ouvir você lembra até das vinhetas da rádio que os caras soltavam em cima da música”.

A primeira PagoTape fez tanto sucesso que chegou a ser postada no Twitter do Netinho e do Péricles.

Dois anos depois ele se animou a fazer uma segunda PagoTape (amo o nome), postada em 30 de abril . As músicas são todas mixadas (aê DJ!), e já que tem muita gente emocionada com a participação do Raça Negra amanhã na Virada Cultural, sugiro um play no mix abaixo pro esquenta

 

UPDATE: atendendo a insistência dessa que vos escreve, Nyack mandou o link da primeira PagoTape! Sensacional!

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Hoje

Se eu tivesse um desejo

Era a gente se entender

 

Eu te aceitar como vc é

Você me aceitar como sou

 

Era tentar te explicar que um gostar particular, todo cuidado, um pouco contido. Perdas sofridas, vida pouco vivida. Só que você nunca pergunta.

 

Eu vejo você e olho um mundo. Um mundo que não me pertence. Com o qual flerto mas que nem sempre me olha. Um mundo que geralmente me afasta e me machuca. E que parece jogar comigo. Parece querer constantemente me magoar. E eu fico sem saber o que fazer.

 

Se te procuro e me arrebento mais. Se me refugio e lambo feridas que teimam em não cicatrizar.

 

Você está em todos os lugares em posters na parede em pratos no restaurante em palavras em bocas diferentes. Só aqui você não está.

 

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Alexis Mire, The Home Photo Series

 

palavras que não encontram eco, bate e volta, volta com raiva do desencontro, tristeza

 

nuvens

Nuvens exercem um fascínio e olhá-las do avião é um tesão que vem da infância, o desejo que nunca será realizado de abrir aquela janela/escotilha e sair caminhando em cima de um tapete branco e fofo, ou elétrico e chumbo, ou um rastro de fumaça que parece um fino véu a brincar de mostra e esconde no céu

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A idéia de poder fabricar nuvens é excitante. E se além de fabricar nuvens, ainda fosse possível controlá-las?
 

 

 

 

 

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Berndnault Smilde é holandês e trabalha principalmente com instalações. Agora também captura nuvens. Em série. São diferentes fotos das Nimbus produzidas e colocadas em ambientes específicos, preparados por ele para recebê-las – o processo de fotografia tem que ser rápido porque a duração da nuvem é curta, como ele conta aqui.

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Além das imagens, belas e intrigantes, o trabalho me fez pensar sobre pessoas que vivem com a cabeça nas nuvens …

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Qual o resultado da combinação de animação fofa com  música pegajosa e um pouco de humor negro?

“Dumb Ways to Die” ou “formas estúpidas de morrer” nasceu de uma campanha do metrô de Melbourne, na Australia. A idéia é alertar as pessoas sobre suas atitudes no metrô.

Virou hit: em aproximadamente dez dias de vídeo no ar são mais de 23 milhões de acessos, single no itunes, tumblr com os gifs, faixa no soundcloud e o debate…qual a maneira mais besta de morrer?

Particularmente fico entre tirar o capacete no espaço e comer supercola, e você?

“Please Chase Me”

toscamente traduzido como persiga-me, aqui, a essa hora com esse cabelo entre um render e outro

é o trabalho de Joel Ross que une fotografia e instalação

 

O autor procura espaços públicos que são visualizados de estradas ou ruas. A idéia é pegar o espectador desprevenido, por isso a predileção por becos e estacionamentos, espaços “simultaneamente visíveis e invisíveis”

” We looked for fissures and vacancies, roadside spaces we could take advantage of, and then wrote narratives and built sculptures to fill them. We also wrote stories and then searched (sometimes exhaustively) to find locations with the right conditions for those characters. The sculptures are declarations, and they take possession of their site, however briefly, with confidence, humor, urgency, and sometimes aggression.

The installations guide interpretation of the sites, undermining them fundamentally with suggested threats or glorifying them with an infusion of pride or implying the aftermath of a celebration. To those who see them in person and also those who see the photographs later, we hope the sculptures that we install and abandon appear like voices sprouting from cracks in the landscape. These hard won scripts are almost always revealed at night, but sometimes during the in-between times of dawn or dusk.

Since our work is surreptitious and unauthorized, most of the sculptures disappear within 24 hours, removed and very likely destroyed. For this new series we decided to make all of the sculptures relatively small and easily manipulated – with the theory that some of them might be taken as trophies or gifts (fitting easily inside a hatchback and on the wall in most any garage or den) rather than be demolished. To our delight, at several sites where installations were removed we found clear evidence that part of the sculpture had indeed been captured rather than thrown away. Although it is not always possible, we often revisit and check up on the installations, repeatedly if they survive. We usually photograph whatever we find that remains on site, but we never interfere with the objects again. We simply observe, document, and then leave it exactly as we found it. Our part is done. And it is best left that way – open, unknown, and never-ending. “

- de Artists’ Statement –about Alleys and Parking Lots [a collaboration with Jason Creps] Solo show at Monique Meloche Gallery – September 2012

Reli Capitães da Areia, livro de Jorge Amado, numa viagem recente.

Ao contar a vida de rua em Salvador através de um grupo de meninos que vivem de aplicar golpes e furtos o escritor transforma leitores em cúmplices e comparsas nas aventuras. Moradores de um trapiche abandonado, o bando chefiado por Pedro Bala encanta e perturba.

As situações descritas no livro de 1937, que chegou a ser proibido dois anos depois de sua publicação, se assemelham à atual dos menores na mesma condição.  A situação de abandono, raiva, abuso de autoridade permanecem iguais. só mudou a inocência do mundo. Isso não tira o delicioso sabor da história que envelheceu muito bem.

“Seu vulto desapareceu no areal.Professor ficou com as palavras presas, um nó na garganta. Mas também achava bonito Boa-Vida andar assim para a morte para não contaminar os outros. Os homens assim são os que têm uma estrela no lugar do coração. E quando morrem o coração fica no céu, diz o Querido-de-Deus. Boa-Vida era um menino, não era um homem. Mas já tinha uma  estrela no lugar do coração. Já desapareceu o seu vulto. E então a certeza de que não mais verá seu amigo encheu o coração do Professor. A certeza de que o outro ia para a morte.”

O livro é meu preferido do autor, recomendo a leitura sempre. Ano passado virou filme, trailer aqui.

estou fora da cidade, mas se estivesse aqui…

acima Rita Wainer e Rodrigo Yokota sobre o que está acontecendo na cidade…

contemplativo e um pouco melancólico. E lindo

@nilda

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