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Vencedor do prêmio da platéia para curtas em Sundance nesse ano, “Catnip: Egress to Oblivion?” (traduzindo toscamente, Catnip: caminho para o esquecimento) é uma farra visual, uma homenagem a filmes de sci-fi toscos do passado e uma polêmica em torno do uso de substâncias que alteram o estado de consciência. Divirta-se!
contemplativo e um pouco melancólico. E lindo
promete :)
“O chão e a terra são tão brancos que não há limite entre eles”
festa que aconteceu em “June 12, 1971 at Klein’s”.
John Lennon e Miles Davis convidados.
Um fusca, Yoko, Betty, tabela de basquete (vinte e um) aos 5’13″.
Tem um tal de Warhol dando pinta no vídeo também.
Super 8 tosca e linda.
(we all shine all.)
Mais vídeos bacanas para a 2afeira:
- The Doors, ao vivo em 1970
aproveite e boa semana :)
Dark Days é obra do britânico Marc Singer, lançada em 2000, e segue um grupo de moradores que vive numa área abandonada do metrô de Nova York.
Quando mudou-se para Manhattan, Singer descobriu, além de um grande número de moradores sem teto, uma “comunidade” que vivia perto da Penn Station, Harlem, num espaço chamado Freedom Tunnel. O filme foi sua maneira de ajudar as pessoas a receber atenção da prefeitura. A equipe morou durante meses no túnel e o processo de pós produção demorou alguns anos, tanto pelas dificuldades financeiras, quanto pela insistência de Singer em proteger os moradores (mais detalhes na wiki)
Morria de curiosidade não só por ter ouvido muito falar da história, mas também por causa da trilha, elaborada por DJ Shadow. São trechos do clássico Endtroducing , de algumas produções do U.N.K.L.E, além da música-tema composta especialmente para o filme.
A seqüência, logo após a abertura, de um dos personagens nu usando um barbeador elétrico e um pedaço de espelho no meio dos túneis (disponível no trecho do Youtube acima) traduz a capacidade de adaptação do ser humano a qualquer situação. O filme mostra como a vida à margem da sociedade e da cidade influencia a cabeça e a vida dessas pessoas. A cena de dois deles, doidões, contando estórias de uma vida imaginária com as fotos encontradas no local dá um choque nas sinapses de qualquer um. Durante as filmagens a companhia de transporte anunciou que iria voltar a utilizar a área. Acompanhamos também a luta do diretor e da equipe junto a “coalisão pelos moradores de rua” para tentar resolver a situação daquelas pessoas.
Parte do impacto que o filme teve nas audiências européia e norte-americana se perde ao cruzar a parte debaixo do Equador, onde miséria e abandono são situações corriqueiras. Para nós, acostumados a água esguichada pelo poder público em cima desse tipo de gente, soa um pouco naif, um pouco clichê. Em algum momento fiquei em dúvida se era um documentário ou ficção, mas até onde pesquisei, tudo aquilo aconteceu mesmo. Isso não diminui a força ou a beleza estética do filme, que é daqueles que vale a pena assistir.
