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em um dos meus sonhos mais infantis, um dia vou criar corujas no interior só para poder fazer isso:

bom domingo

Trabalhar para a TV Cultura é sempre interessante pela qualidade das produções do canal. Para aumentar a mítica, lá foi o último local de trabalho da minha mãe, antes dela falecer há mais de 20 anos.

Quando surgiu o convite para participar do “Pré-Estréia” sabia que era um concurso de música erudita, uma disputa entre solistas e outra entre conjuntos, e que eu seria responsável pelas reportagens com os candidatos, entre 16 e 24 anos. Não imaginava viajar pelo Brasil para conhecer cada um, ouvir suas histórias, sua música, lidar com a timidez e com a coragem, editar, apresentar, comer pão de queijo que uma mãe mineira fez para a gente, e mais tantas histórias que até doem os dois minutos de matéria que vão ao ar junto com cada um deles.

Os responsáveis pela captação de imagens são os caras do Garapa, coletivo de imagens, camaradas pacientes e animados para nossa jornada. Se ganhasse por quilometragem rodada nesses dois últimos meses tava rica!

Brasília, região da Granja do Torto, caminho para a casa de Ayrton, violinista

O programa vai ao ar aos domingos, 16hs. Hoje vai ao ar a última eliminatória dos solistas, ai teremos as duas disputas entre conjuntos. Depois semifinal dos solistas e por último a grande final, na Sala São Paulo, com apresentação de solistas e conjuntos acompanhados de orquestra. Vai ser lindo. O vencedor ainda fatura um prêmio em dinheiro.

A equipe de produção do programa é super cuidadosa e dá para você se inscrever para assistir ao vivo essa apresentação aqui.

 

O mais bacana desse trabalho foi conhecer esse mundo até então distante e hermético. Fazer e viver de música erudita aqui é complicado. Os instrumentos são caros. Os perfis de candidatos eram claros: aqueles que aprenderam a tocar na igreja, aqueles que aprenderam a tocar através de algum programa social, ou porque tem a música na família; o pai é maestro, a mãe produtora de orquestra, o irmão já tocava violino. Em comum o amor pelo instrumento e a vontade de viver de música. Alguns deles me emocionaram profundamente, confesso, tenho os meus preferidos. Assista e escolha o seu. O programa também pode ser visto pelo canal da Tv Cultura no Youtube.

a cidade em silêncio. a madrugada é minha. Morcegóvia, o lugar para se estar.

Imagine: um recado na sua caixa postal, vc vai ouvir e ele diz “Oi Renata, aqui é a Fernanda que trabalha com a Hebe”. Desligo. Respiro. Como assim? Ouvi a primeira parte do recado por três ou quatro vezes, até tomar coragem e tirar a mensagem. Um convite para participar do programa, ao lado da comadre-de-rádio Lorena Calábria e de Rosana Hermann entrevistando Ricardo Boechat. Era “A Roda de Mulheres”.

Hebe tem 82 anos e integrou a turma que foi ao porto de Santos buscar os equipamentos que permitiriam a existência da TV Tupi. É uma das últimas instituições da telinha.

Desperta paixão ou raiva, principalmente por causa de seu posicionamento político. Virou sinônimo de programa de TV, lembro quando toda apresentadora que estreava dizia “quero ser a próxima Hebe”. Não é tão fácil assim ser Hebe. Ela é segura na condução do programa pelo TP ou no improviso, está atenta ao que acontece no palco e na coxia. De tirar o chapéu.

Ela fala o que quer, e isso num programa de TV, cada vez mais preso a formatos e pre-conceitos, é divino.  No meio do quadro com participação de Lucimara (citada na foto que abre o post) ela vira e com naturalidade pergunta “mas foi só a esperança que você abriu para ele, né?” quando a moça comentava que “abriu uma esperança”(sic) ao ter encontrado solteiro, depois de 13 anos, o pai do seu filho. Fiquei lisonjeada de ter sido chamada para a Roda de Mulheres ao lado de Lorena e Rosana para “fuzilar” (nas palavras do diretor) Ricardo Boechat.

Agora, hour-concours, foi sentar no sofá da loira: para quem, como eu, que devorava tv quando criança, além de deixar as avós felizes (são as únicas que a gente avisa nessa hora), é uma demolição das boas.

Recebi um convite irrecusável:

ser uma das embaixadoras da Concha Y Toro para Trio, uma linha de vinhos que é um blend ou assemblage de três uvas diferentes, uma predominando sobre as outras duas com um resultado equilibrado e saboroso.

A proposta incluiu um encontro para conhecer o vinho e a marca durante um delicioso jantar devidamente harmonizado. Além de conhecer os outros cinco embaixadores deu para provar pratos ótimos, bater papo e aprender mais sobre vinho.

O próximo passo é um jantar aqui em casa para os meus amigos no mesmo esquema: o chef vem, cozinha no seu fogão (tô com um pouco de pena dele, confesso), temos o vinho, temos a festa :]

Olha só como foi o primeiro encontro:

 

 

1.

2.

3.

créditos:

1.trabalho de Robert Montgomery
2.trabalho de Bernardí Roig
3. vídeo parte da sensacional City Sessions

Hoje: Esbaforido

Um pouco cada dia, até morrer tudo e uma hora renascer, espero.

arte: Jane Almirall

tsunami balançou as águas do mundo todo. aqui tb.

@nilda

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