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Nuvens exercem um fascínio e olhá-las do avião é um tesão que vem da infância, o desejo que nunca será realizado de abrir aquela janela/escotilha e sair caminhando em cima de um tapete branco e fofo, ou elétrico e chumbo, ou um rastro de fumaça que parece um fino véu a brincar de mostra e esconde no céu
A idéia de poder fabricar nuvens é excitante. E se além de fabricar nuvens, ainda fosse possível controlá-las?
Berndnault Smilde é holandês e trabalha principalmente com instalações. Agora também captura nuvens. Em série. São diferentes fotos das Nimbus produzidas e colocadas em ambientes específicos, preparados por ele para recebê-las – o processo de fotografia tem que ser rápido porque a duração da nuvem é curta, como ele conta aqui.
Além das imagens, belas e intrigantes, o trabalho me fez pensar sobre pessoas que vivem com a cabeça nas nuvens …
andei fuçando sites de fotografia atrás de uma nova cara para meu perfil facebookiano, que ali já tem coisa minha demais, então foto mesmo acho que não precisa.
Esbarrei num sueco com trabalho precioso, Christer Strömholm
e numa série de retratos de pessoas do Mali, que vão virar livro
divirta-se
Fotos japonesas de vagalumes tiradas em longa exposição:
Essas fotos são daqui
Hotaru é a palavra japonesa para vagalume, um bichinho super cultuado por eles. Tanto que são vários os sites dedicados ao assunto, como o Tokyo Hotaru.
O fotógrafo Rei Ohara também tem uma sessão de fotos de longa exposição dedicada ao charmoso inseto
A equipe do Studio Ghibli produziu uma animação chamada “Grave of the Fireflies”, dirigida por Isao Takahata. É um filme de guerra, pois durante o séc 8 a literatura japonesa dizia que os vagalumes eram a alma dos soldados mortos em campo:
Adoro vagalumes. Vale lembrar que eles só aparecem em lugares de ar limpo, por isso cada vez mais difícil encontrá-los dando sopa por aí. As fotos ficam de inspiração para uma semana brilhante, como a equipe do sensacional Escape into Life recomendou.
Andando de fone de ouvido pela cidade percebo olhares de estranhamento quando não resisto ao que está tocando e solto “aquele passinho de dança” na calçada. Acontece. Música faz até as pessoas dançarem na rua e um fotógrafo americano também:
Jordan Matter criou o projeto “Dancers Among Us” colocando na rua bailarinos para dançar pela cidade : ” Dançarinos são contadores de histórias (…) eles nos oferecem um olhar profundo sobre arranjos familiares, trazendo a vida o que sentimos mas que somos incapazes de expressar fisicamente.”, diz ele em seu site sobre o fundamento do projeto ” os dançarinos ficaram ansiosos quando ouviram a idéia e criamos juntos as fotos, com o objetivo de mostrar Manhattan e suas paisagens icônicas. Eles energizaram as situações cotidianas, dançando no meio das pessoas e rejeitando a imagem de uma cidade fria e impessoal (…) eles celebraram o que as pessoas parece ignorar, a luz e a vida dos momentos comuns.”
As imagens são deliciosas:
e nenhum dos dançarinos usou qualquer tipo de trampolim para as fotos.
















