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Marjane Satrapi ganhou o mundo com Persépolis. Seus quadrinhos contavam a Revolução Iraniana pela ótica da menina que acompanhou as mudanças de seu país simultaneamente às suas. Entrou na adolescência, foi mandada à Europa para não sofrer as consequências do regime fechado e  tentava encontrar o equilibrio entre ocidente e oriente em si própria. O livro virou filme:

Marjane publicou outros quadrinhos, como “Frango Com Ameixas”, também editados no Brasil.

Novamente ela surpreende e faz rir, usando da simplicidade nos traços e histórias, permitindo a entrada num universo distante, fechado e mítico do Irã: a conversa feminina. “Bordados” é a narrativa das conversas que aconteciam pós-almoço na casa da família Satrapi.

No Irã, após o almoço os homens vão fazer a siesta e as mulheres lavar a louça e tomar o Samovar, um chá feito a partir do cozimento de um pedaço de ópio queimado em água. Era isso que embalava as histórias e confidências.

Bordados, além de ser o equivalente iraniano ao “tricô” brasileiro que as garotas fazem tão bem quando se encontram, tem um significado próprio na cultura que só lendo o livro para descobrir. O livro que captura a atenção de quem o abre. Comigo foi assim, olhei, comprei (sou fã de Satrapi) e comecei a ler ali mesmo, encostada na coluna da livraria. Terminei no mesmo dia, em casa, agradecida por ter participado daquela conversa tão familiar, tão feminina e ainda assim tão distante.

@nilda

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